Arquivo da tag: Teatro

Isto lhe Interessa?

Quanto tempo, quanta vida cabe em uma hora? Em “Isso te Interessa?”
IT2

Novo espetáculo da Cia. Brasileira de Teatro, são três gerações de uma família que desfilam diante do público nesse intervalo. Mortes, casamentos, nascimentos. Tudo está contido nessa longa breve história. Só que sem as curvas e os acentos dramáticos que costumamos associar às sagas familiares.

IT7

No texto da francesa Noëlle Renaude, que ganha sua primeira montagem no Brasil, todos os acontecimentos aparecem revestidos pela mesma casca de banalidade. A partida do filho e o passeio com o cachorro. O pai que fuma um cigarro e a filha que fica grávida. Não existe diferença entre os grandes e os pequenos eventos. “A escolha dos momentos que marcam essa trajetória e a maneira como as palavras desenham esses eventos é muito bem realizada”, comenta o diretor Marcio Abreu. “É preciosa a forma como ela consegue condensar tanto em tão pouco. E não é uma concisão que se esgota ali. Não falta nada. Sobra. É abundante, é generoso. O que ela oferece de curto, de condensado, tem bastante potencial.”

IT3

No original, a peça merece o nome de “Bon, Saint-Cloud”. Trata-se de uma referência a uma pequena cidade do subúrbio parisiense. Constantemente evocado pelos personagens, o lugar surge como possibilidade de evasão do cotidiano, uma promessa que nunca se realiza. Não é apenas no título, porém, que a leitura da Cia. Brasileira de Teatro se distancia do texto de Noëlle Renaude. A atual versão tem adaptação do diretor Marcio Abreu, que pontua com momentos de drama um conjunto eminentemente narrativo, seleciona o que é fala e o que é ação.

IT5

Nessa história, portanto, não importa apenas aquilo que é contado. Mas a maneira como se conta. Os diálogos dos personagens e o que seriam as rubricas aparecem amalgamados em um mesmo discurso. Constantemente, cada ator é convocado a entrar e sair do seu papel. Chegar perto para, em seguida, distanciar-se. Por vezes, seu discurso é acompanhado de uma ação correspondente. Em outras situações, porém, essa mesma ação pode ser simplesmente narrada.

IT8

O elenco formado por Giovana Soar, Nadja Naira, Ranieri Gonzalez e Rodrigo Ferrarini – que pode ser substituído por Rodrigo Bolzan – também precisa se desdobrar em diferentes funções desse clã. Gradativamente, filhos se tornam pais. Passam a ocupar outro lugar dentro da estrutura, herdam hábitos e comportamentos. O trânsito entre tantos papéis se dá sem figurino: os intérpretes surgem nus em cena, com apenas alguns adereços e sapatos.

OESP

Equipe OS NATURISTAS

Espetáculo De-vir, da Cia Dita, explora a estética da nudez

Bailarinos se apresentam usando apenas sapatilha
1
O grupo cearense Cia Dita volta a BH com o espetáculo De-vir. Despido, o corpo fala sobre o homem contemporâneo e a velocidade da vida. “As pessoas vão nos ver por motivos diversos. Tem desde quem gosta de estudar os movimentos a quem vai pensando ‘quero ver aqueles peladinhos’. O bacana é que, nos primeiros cinco minutos, essa ordem do pensamento muda”, garante o diretor Fauller.
O grupo aborda a nudez como proposta estética e política. Os bailarinos usam apenas sapatilhas de ponta. “O corpo é alvo de muitas questões. Fico feliz quando alguém me diz que conseguiu se reconhecer ali”, diz o coreógrafo. Para ele, a força do espetáculo vem da naturalidade da abordagem de um tabu. “A nudez ainda gera curiosidade e isso é uma grande bobagem. Já poderíamos ter superado esse assunto”, critica. 

De-vir estreou em BH há três anos. “Nossos corpos já não são os mesmos, nosso olhar também mudou. A forma como nos colocamos em cena é bastante madura. À medida que compreendo o trabalho, mais curioso me sinto em relação ao tema que propomos”, conclui. A apresentação será nesta quinta, às 21h, no Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Entrada franca. Informações: (31) 3214-5360.

 

Fonte Divirta-se Uai
Equipe OS NATURISTAS

Dançarinos nus causam escândalo em espetáculo

Trata-se de um espetáculo do coreógrafo franco-canadense Dave Saint-Pierre

ES1

O espetáculo de uma companhia de dança canadense, cujos membros saltam totalmente nus pelas poltronas do teatro e realizam gestos obscenos, conseguiu escandalizar a crítica e parte da plateia em Londres.

ES2

Intitulado “Un peu de tendresse bordel de merde!”, que se apresenta atualmente no teatro Sadler’s Wells, templo da dança moderna da capital britânica.

Com perucas de longos cabelos loiros, os dançarinos saltam pelados entre os espectadores, se sentam no colo de alguns, mostram suas nádegas e simulam masturbação, o que provoca risos ou rejeição, de acordo com o bom humor da plateia, que por sua vez, decidiu abandonar a sala.

O crítico do Daily Telegraph qualificou o espetáculo de “repulsivo, vulgar e estúpido” enquanto o do dominical “The Observer” escreveu no Twitter na noite do estreia: “Coreografia risível, texto pretensioso, suposta tentativa de romper barreiras”.

Saint-Pierre, que aposta com frequência em dançarinos pelados em suas criações, se mostrou surpreendido pelas fortes críticas porque, segundo explicou, “os coreógrafos levam mais de 40 anos fazendo estas coisas”.

O diretor artístico de Sadler”s Wells, Alistair Spalding, se mostrou por sua parte contente que a maioria do público sintonizasse a noite de estreia com o espírito do espetáculo e só uma pequena parte abandonasse a sala.
Daily Telegraph

 

 Equipe OS NATURISTAS

SAPPHO DE LESBOS

De 20 de abril a 29 de junho

1

 

Com direção de Patricia Aguille. As atrizes Naomy Schölling,Raissa Peniche,Helena Magon e mais  10 atrizes encenam os últimos dias de vida de Sappho de Lesbos e o romance com sua aluna Atthis. Com poesias musicadas e danças o espetáculo leva o público a um ambiente onírico e sensorial inundado de erotismo

É tempo das Tesmofórias. O ambiente é insólito. Oferecem-se grãos as deusas. As vozes transpiram poesia. Ouve se falar de amor. A percussão acelera os movimentos. Tudo é feminino. Nas Tesmofórias as mulheres ousavam aventurar-se pelas profundas fendas da terra, habitadas por divindades ctónicas. Nesses rituais orgiáticos celebravam-se sexualidade e fertilidade.
As Tesmofórias eram exclusivamente femininas e celebravam os antigos ritos menstruais e para relembrar o sagrado mistério da semente da terra e de seus próprios corpos.

Esta é a Grécia que evocamos em Sappho de Lesbos: uma Grécia arcaica e irracional que foge aos clichês das flautas e vestes brancas. No século VI a. C. quando viveu Sappho, a cultura da ilha de Lesbos era primitiva, tribal e sombria (podemos imaginá-la muito mais parecida a Ásia neste período ou ao norte da África), por isso a percussão e música lírica contrapõe-se para ambientar essa montagem erótica, onírica e ritualística da mítica Sappho de Lesbos, a maior personalidade feminina da antiguidade clássica e a primeira grande poetisa.

Em Lesbos, Sappho dirigia uma escola para jovens gregas da aristocracia. Nesse círculo feminino  iniciava-as nas artes da poesia, música, dança e amor. Em toda região da Lídia não havia escola melhor. As mulheres eram ativas, independentes e aptas a formar as novas gerações do Peloponeso. Logo a mulher, que, na Grécia era tida como cidadã de segunda classe – vale lembrar que isso era distinto no círculo de Sappho e suas rivais também poetisas e contemporâneas.

Andrômeda dirigia uma escola rival e é para seus braços que vai Atthis, o grande amor de Sappho e grande inspiradora de sua obra e que deixa a heroína sofrendo amargamente. Atthis era sua aluna mais amada e sua despedida é recriada em cena. Atthis hesita, pois ainda ama a mestra, mas sua ambição faz com que deseje superá-la.

A juventude e beleza afastam-se de Sappho que se sente traída pela deusa a quem oferecera tantos cânticos e danças: Afrodite. Sappho não sabe que caminho seguir, até  que uma sábia sacerdotisa invoca Perséfone que poderá salvá-la, levando-a para além dos quatro elementos terrestres, para a Eternidade. Nessa Lesbos reinventada , as vozes das mulheres  multiplicam-se para dar forma ao desespero e fragilidade que se apoderam de Sappho.

O texto é composto dos fragmentos da obra de Sappho encontrados em papiros que envolviam múmias de crocodilos em Elefantina no Egito no sec XIX. Os cânticos de Sappho na montagem da Chevaux-Légers foram musicados,
pela cantora lírica e atriz Naomy Schölling.

A dança também é um importante elemento nessa montagem, afinal a escola de Sappho inspirou a escola da própria Isadora Duncan. Não poderíamos esquecer desse elemento tão importante; a poesia de Sappho também é dançada com leveza pelas atrizes que dançam com suavidade a coreografia do bailarino Davi Tostes.

A peça transcorre-se entre a Terra, o Hades e o Olimpo. A deusa Perséfone habita o Hades e a Terra, a deusa Afrodite, o Olimpo e a Terra. Afinal o Hades é sombrio e profundo. O público tem a chance de conhecê-lo dividindo seu espaço com as divindades das fendas da terra.

No Olimpo a visão do espetáculo é perfeita, tudo está em equilíbrio, toma-se Hydromel. É a morada de Zeus. Na Terra o público senta-se onde normalmente se senta no teatro, afinal estamos na terra com os mortais.Quartas-feiras, às 21h.
De 20 de abril a 29 de junho.
No Espaço de Satyros 2 – Praça Roosevelt, 134.
Tel 3258- 6345.

Equipe OS NATURISTAS

Al Natural

Uma história de comédia de erros, ambientada em uma pousada nudista, serve como desculpa para reflexionar sobre a relação do ser humano com seu corpo sem roupas. 
aln6
 A companhia colombiana Canyon Teatro está chamando a atenção do público para uma peça onde todos os atores estão nús em cena. No teatro isso não é nenhuma novidade, mas para alguns esse comportamento é, de fato, fora dos padrões. Ja assisti peças com nú, e sinceramente o fato de ver um ser humano sem roupa não tira minha atenção para o que se desenvolve no palco.

al natrual

al natrual

al natrual

aln5

Enfim, a peça se chama “Al Natural“, e conta a história de Ali e Renato, irmãos que não se veem desde a infância. Seu pai, quando morreu, deixou um casarão situado na idílica Praia Cristal.Renato, o idealista e romântico, deseja transformá-la em um campo de nudismo. Ali, materialista e ambicioso, deseja criar um resort.

Para atingir seu objetivo, se infiltra na mansão que Renato converteu em uma pousada para nudistas, sabotando e forçando-o a abandonar a idéia. Obviamente, ele é forçado a entrar na pousada pelado.
Redação Equipe OS NATURISTAS
um BLEND para te deixar bem informado em breve aqui.

Bacantes Dionisíacas em Viagem

Em uma realização inédita em sua história de 52 anos, o Teatro Oficina Uzyna Uzona realiza o sonho de percorrer o Brasil com 4 espetáculos do repertório e oficinas de troca.
bd1
Num olhar mais aprofundado, Dionisíacas em viagem, mostra que vai além de uma turnê teatral, o grupo sai de São Paulo para poder então voltar mais imponderado de seu Brasil, e reúne em si a bandeira com o conjunto de tudo o que a Cia. e seu incansável mentor Zé Celso Martinez Corrêa buscam em sua batalha que já ultrapassa meio século, e culmina na criação do complexo Anhangabaú da Felicidade, onde existirão o Teatro de Estádio, a Universidade Antropófaga Brazyleira e a Oficina de Florestas.

 

Veja as fotos do espetáculo

bd2

bd3

bd4

bd5

bd6

bd7

bd8

bd9

bd10

Veja outra matéria sobre Bacantes Dionisiacas clicando aqui.

Equipe OS NATURISTAS

Um BLEND para você ficar bem informado em breve aqui.

 

Bacantes Dionisiacas

A última tragédia grega conhecida, Bakxai (406 a.c.) de Eurípedes, BACANTES.

bc1

Reconstitui o ritual de origem do teatro em 25 cantos e 5 episódios, com música composta por José Celso Martinez Corrêa. É a chegada do deus Dionysios, deus do teatro, do vinho, do carnaval, filho de Zeus e da mortal Semelle, em sua cidade natal, TebaSP, que não o reconhece como deus.

bc2

15

Seduzidos por esse deus que acabou de chegar, o governador Kadmos, suas filhas Agave, Autonoe, Ino e “tudo quanto é mulher da Cadméia” vão pro morro, pra participar da festa de Dionysios. Penteu, neto do governador, agora presidente de TebaSP, manda cortar, não oferece nada para os ritos da nova religião dionizíaca, e por isso acaba caindo na tragédia provocada por Dionysios e perdendo a cabeça na festa pelas mãos da mãe Agave.

bc3

BACANTES é a peça que inspirou a atual arquitetura do Oficina, dos arquitetos Lina Bo Bardi e Edson Elito. O teatro tem no seu conjunto uma fonte, um jardim, um teto-móvel que se abre para o céu de São Paulo e uma pista ladeada de arquibancadas. Apresentada para 2.600 espectadores em Riberão Preto, BACANTES foi em 1995, a grande atração do Festival de Teatro Grego dessa cidade do Estado de São Paulo.

13

bc4

No ano seguinte, no festival internacional de teatro no Rio de Janeiro, Rio Cena Contemporânea, a montagem do Teatro Oficina, foi considerada o acontecimento cultural do ano na cidade. Em São Paulo a peça permaneceu em cartaz durante seis meses em 1996. Suas três únicas apresentações em Salvador, num circo montado no Museu de Arte Moderna da Bahia, atraiu mais de 3.500 espectadores, numa festa de delirante alegria.

9

Em 2001 foi remontada e filmada em DVD que saiu em 2008 patrocinado pela Petrobras, no Festival Teatro Oficina. No ano de 2009 o Oficina realizou duas apresentações em Araraquara, a convite do Sesc. E em 2010 a peça entra na programação das Dionisíacas para viajar o Brasil. Com 3h45min de duração e dois intervalos de 15min, BACANTES, é uma superprodução da UZYNA UZONA, sob direção de Zé Celso Martinez Corrêa.

Equipe OS NATURISTAS

Um BLEND para você ficar bem informado em breve aqui.