A Arte do Nú por André Brito

Sensualidade a preto e branco
ab1
 As suas imagens a preto e branco contam histórias de sintonias de luz em linhas de corpos anónimos, perfeitamente delineados. Nos olhos tem o plano e a perspectiva, das mãos sai o clique perfeito que regista a sensualidade à flor da pele. Apaixonado por fotografia desde que se lembra, faz dela o seu modo e razão de existir: chama-se André Brito e o seu trabalho não precisa de descrições, apenas de um olhar mais demorado.
ab2

Nasceu no Porto, em 1972, e a ligação com a fotografia vem da infância, do pai, com quem aprendeu os princípios básicos da arte. Quando este faleceu, herdou as suas máquinas fotográficas e, desde então, nunca mais parou de fotografar – e fotografava tudo. Depois de concluir os estudos decidiu conciliar duas das suas paixões: a fotografia e o mergulho com escafandro autónomo. Numa questão de meses, a fotografia subaquática possibilitou-lhe uma enorme evolução, em termos técnicos, devido às exigentes características da iluminação artificial.

ab3

Em 2003 surgiram os trabalhos de nus: em estúdios improvisados com candeeiros de halogéneo, cartolinas a servir de reflectores e modeladoras e caixas de luz feitas com caixotes de papelão. Só em 2005 comprou, finalmente, o seu primeiro kit de iluminação e encontrou um espaço para montar um estúdio.

O trabalho de nus de André Brito decorre em dois cenários: estúdio e exteriores. Em estúdio, o estilo varia entre movimentos e grafismos estáticos e simétricos, adoptando por norma poses sensuais, em tensão, retratando sempre um corpo feminino forte e poderoso. A pose e a iluminação são os dois ingredientes fundamentais que compõem a maior parte das suas imagens de estúdio, e um não funciona sem o outro.

O seu trabalho tem tido grande aceitação e reconhecimento, contando já com publicações em diversas revistas e livros nacionais e estrangeiros. André acredita que a internet é, actualmente, o canal de eleição para a divulgação de trabalhos fotográficos.

As comunidades online onde é possível publicar fotografias são, no seu entender, uma forma económica, acessível, prática e eficaz de divulgação. Aconselha, no entanto, a que se mostre “pouco e apenas o muito bom, o que realmente acreditamos ser uma excelente imagem.”

 Equipe OS NATURISTAS